Domine o seu próprio idioma!
Eu poderia escrever páginas e mais páginas sobre o quão importante é aprender inglês já que, diferente de alguns atrás, saber comunicar-se [bem!] no idioma deixou de ser um diferencial, para tornar-se um pré-requisito, uma habilidade essencial a praticamente qualquer currículo, independentemente do cargo ou setor.
No entanto, porém, contudo, todavia... nunca é demais ressaltar que, tão imprescindível quanto ter domínio de um segundo idioma, é ter domínio
do NOSSO próprio idioma e
de toda a gramática que o envolve, ou de, ao menos, os pontos mais básicos e usuais.
A avaliação do conhecimento do português de um candidato a determinada vaga já começa nos primeiros contatos entre ele a empresa, através do currículo e da entrevista. Não raro, umas das fases do processo seletivo costuma ser uma redação. Assim, dependendo do grau de exigência da vaga ou mesmo da política da empresa, os deslizes gramaticais podem, sim, ser determinantes
para que um candidato não seja aprovado
para a vaga, ou nem sequer seja chamado a uma entrevista.
Isso porque,
atualmente, a maior parte da comunicação empresarial acontece via e-mail ou
ferramentas de gerenciamento de projetos, o que significa que escrever é uma
necessidade frequente no dia a dia (assim mesmo, hein? SEM hífen) de qualquer profissional, independentemente
da sua área de atuação.
De modo que a capacidade de expressar-se, através da escrita, de maneira clara e coesa torna-se cada vez mais indispensável.
E, nem de longe, isso significa usar uma linguagem rebuscada, de difícil compreensão, beirando o pedantismo. Na verdade, é preciso, sempre, buscar uma escrita que faça sentido ao tipo de público a que ela se dirige.
Atentar-se à grafia das palavras, à acentuação e pontuação e outros pontos básicos, que assegurem que a sua mensagem será transmitida sem quaisquer margens a interpretações equivocadas ou ambiguas que denotem faltam de profissionalismo (a menos que, claro, a ambiguidade seja justamente a intenção do texto).
Na comunicação corporativa, por exemplo, evite usar abreviações em excesso. Nesse ponto, vale analisar
os momentos em que elas são permitidas de acordo com o perfil da empresa – se for
um ambiente mais informal, elas podem ser aceitas durante a comunicação com a
equipe, mas devem ser eliminadas quando a mensagem for direcionada aos clientes. Se o
ambiente for mais formal, o ideal será, sempre, optar pelo uso normativo da
grafia das palavras.
É claro que saber empregar o português adequadamente é necessário as profissionais das mais diversas áreas, mas,
em alguns casos, ter conhecimento da língua portuguesa se torna ainda mais
essencial e "obrigatório" até, como, por exemplo, aos profissionais da comunicação, professores,
advogados e, principalmente, aos tradutores (como eu), já que a língua é uma ferramenta de trabalho, estando, diretamente, relacionada à
qualidade dos trabalhos feitos.
De novo: um texto bem escrito, claro e objetivo, numa linguagem adequada, é fundamental para que consigamos transmitir a mensagem que desejamos.
E (de novo! rs) não tem nada a ver com um linguajar rebuscado, repleto de pedantismo e jargões. Pelo contrário. Dependendo do público a que se quer atingir, esse é um erro terrível.
De novo: um texto bem escrito, claro e objetivo, numa linguagem adequada, é fundamental para que consigamos transmitir a mensagem que desejamos.
E (de novo! rs) não tem nada a ver com um linguajar rebuscado, repleto de pedantismo e jargões. Pelo contrário. Dependendo do público a que se quer atingir, esse é um erro terrível.
A verdade é que ninguém aqui precisa ser um Professor Pasquale ao escrever, mas, precisa, sim, fazê-lo de maneira correta, ainda que simples. Especialmente num contexto como o atual, tão carente de leitura e com um déficit enorme na capacidade de interpretar corretamente um texto.
Tudo bem que há "ene" possibilidades - que não o desconhecimento - para justificar inúmeras falhas na escrita, especialmente a digital: o corretor ortográfico, digitação muito rápida, tempo escasso etc; principalmente, se feito pela celular, né? Daí ser fundamental revisar o seu texto. É preferível um texto editado no LinkedIn, por exemplo, a um texto errado, concorda?
Eu já vi, no Facebook, a postagem de alguém oferecendo aulas de redação e de reforço escolar em Português. Tudo bem. Não tivesse a pessoa começado a postagem por: Oi pessoal!
Pra quem não sabe/percebeu, falta aí, uma VÍRGULA: "Oi, pessoal!", pois trata-se de uma situação com VOCATIVO, no qual se está chamando o "pessoal" a prestar atenção à postagem. Vocativo é um dos casos mais simples e corriqueiros da nossa língua, nos quais se deve usar a vírgula.
De verdade. Tendo percebido isso, eu, de cara, excluiria esse lugar da minha lista de possíveis lugares nos quais matricular um filho que precisasse de aulas extras de Português ou redação, por exemplo. Tampouco, indicaria a quem quer que precise.
Mesmo empresas/profissionais cujos serviços/produtos nada - ou muito pouco - têm a ver com a língua portuguesa, precisam, sim, estar atentos a isso. Aqueles que não usam o Facebook ou outras redes sociais para tais fins, mas têm contatos profissionais por ali, deveriam, também, apegar-se a esses detalhes.
Em suma, os detalhes importam, sim. E fazem a diferença, sim. A questão é que tipo de diferença será essa...



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