WHY SO CURIOUS?
É muito comum ouvirmos alguém dizer que concluiu os estudos, não? Eu mesma já disse isso algumas vezes.
O que acontece é que fomos educados num sistema que condiciona os estudos a um ambiente formal, normalmente, representado por uma sala de aula.
Eu comecei a estudar inglês aos 6 anos de idade, o que me faz somar vinte e cinco anos da minha vida dedicados aos estudos, haja vista que, embora não mais em sala de aula, nunca parei – e nunca nem vou parar – de estudar o idioma.
Aquele que condiciona o aprendizado exclusivamente a esse tipo de ambiente, equivoca-se. É evidente que se trata de um ambiente propício, normalmente pensado e estruturado para esse fim. Mas o aprendizado se dá, também, pela observação, pela experiência e, sobretudo, pela curiosidade.
É isso. A curiosidade é fundamental a qualquer aprendiz. É ela a mola propulsora da descoberta e da criação.
Perceba o quão cCuriosas são as crianças nos primeiros anos de escola, enquanto fazem suas primeiras incursões pelo mundo das letras e dos números. Naquele momento, a coisa toda adquire sentido. A criança se vê diante da possibilidade de comunicar-se, também, através da linguagem escrita, dando àquilo, verdadeiro significado.Mas acontece que, ao longo dos anos, ela passa a ter que aprender coisas que, na grande maioria das vezes, não respondem a sua curiosidade, mas a um sistema engessado que impõe aquele conhecimento como necessário. E assim acontece por vários anos.
Com isso, a curiosidade natural acaba sendo cerceada e, por fim, sufocada, por conteúdos escolares que alguém, em algum momento, decidiu serem necessários ao sucesso de todo mundo. Sem levar em conta a experiência pessoal de cada indivíduo.
Não há sentido algum em sermos, finalmente,. “livres” para aprender apenas quando deixamos a escola, depois de mais de uma década condicionados a conteúdos programáticos que são falhos em atender às nossas verdadeiras necessidades. Sejam elas individuais, ou coletivas.
É claro que os conteúdos escolares todos têm importância, mas a escola, desde sempre, trabalha num modelo ineficaz que busca assegurar que nós saibamos tudo. Num nível mediano. E desta forma, saibamos quase nada.
É evidente que, mesmo adultos, aliás, corrija-me: PRINCIPALMENTE adultos, nos vemos diante da necessidade de aprender algo por pura obrigação. Com relação ao aprendizado do inglês, isso é algo recorrente, infelizmente.
Daí a necessidade de se tentar um resgate da nossa curiosidade natural e experimentar o prazer de descobrir e aprender coisas novas, aliadas àquelas que nos são obrigatórias de algum modo. Precisa aprender inglês por conta do trabalho, e é apaixonado por música e/ou cinema? Pois faça da sua paixão, aliada nesse processo.
Recursos audiovisuais, por exemplo, são valiosas ferramentas de apoio. Gosta de artes? Há inúmeros museus com tours online orientados com áudio e texto acerca das obras. Enfim. Descubra aquilo que poderá lhe trazer motivação e tornar o processo de algo, se até então, penoso, num momento de aprendizado e prazer.
Alimente e transforme sua curiosidade em criatividade aplicada àquilo que você precisa aprender. Encontre meios que atribuam verdadeiro sentido à tal aprendizado, de modo que consiga transformar essa obrigação em algo valioso.

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