Ensino-aprendizagem da Língua Inglesa na Segunda Infância



Com as diversas ferramentas de interação possibilitadas pela globalização, as fronteiras entre diferentes povos diminuem a cada dia. Inclusive, as fronteiras linguísticas. Daí o ensino de uma língua estrangeira – por questões práticas, mais especificamente o inglês – na educação infantil ser tão importante.
Falemos sobre o ensino da língua durante a segunda infância, fase entre os 3 e os 6 anos de idade.


As crianças desenvolvem, além da fala e da compreensão do idioma em si, uma gama de outros conhecimentos – tão essenciais quanto – direta e intimamente ligados a ele, tais como o estilo de vida e os hábitos culturais dos países falantes nativos da língua em questão.


Evidentemente, o ensino de uma língua estrangeira compreende os aspectos da fala, audição, leitura e escrita. Entretanto, no caso da segunda infância, deve-se ter cuidado quanto à exploração da leitura e da escrita em uma língua estrangeira, haja vista ser essencial respeitar o período de alfabetização da criança em sua língua materna que, neste período, ainda não se consolidou.


À esta fase adequa-se melhor um ensino voltado à sonoridade do idioma, tal qual acontece com a língua materna: a aprendizagem se dá a partir da fala e da compreensão auditiva. De maneira contínua e natural. Posteriormente é que aprendemos a ler e a escrever.


Deste modo, a ludicidade é uma ferramenta valiosa que se solidifica através de atividades que "guardam" relação com o cotidiano e o imaginário infantil.


A "contação" de histórias e parlendas, a execução de brincadeiras e jogos interativos, dramatização e músicas são sempre excelentes opções.


Eu mesma, por exemplo, com uma turminha com três alunos de cinco e seis anos, certa vez fiz com eles uma salada de frutas como incentivo a uma aula sobre alimentação saudável. Eles identificavam as frutas e seus sabores e, aprenderam a vertê-las para o inglês e, através de pesquisa, descobriram sobre os benefícios delas,além de utilizarem adjetivos, também em inglês, para descrevê-las de acordo com o gosto e paladar de cada um.


Criamos assim, uma memória gustativa que deu às frutas, muito além de nomes em inglês,valor e significados práticos (além de saborosos!). 







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