FALE INGLÊS COMO UM NATIVO

Não raro encontrar por aí publicações ou cursos que pregam o tal "Fale inglês como um nativo". Igualmente comum é deparar-se com quem, seja aluno ou seja professor, critique ferrenhamente tal 'proposta', com  rebatidas 'ufanistas' do tipo: "Eu não sou nativo de inglês, não tenho qualquer obrigação de falar como um!"
Obviamente não é e, obviamente, não tem mesmo. Mas sei que são maioria os que  enxergam esse "falar" por outro ângulo, o ângulo pelo qual eu enxergo e que pretendo expor aqui.
Tal ângulo considera "falar inglês como um nativo", não pura e simplesmente imitá-lo em seu sotaque e entonação. Não. Longe disso. Afinal, salvas as devidas exceções, dificilmente alguém conseguirá apropriar-se naturalmente do "sotaque alheio". Carregamos conosco as marcas e peculiaridades da nossa língua materna, com nossos sotaques e regionalismos particulares, dependendo de onde somos...
Bom exemplos de tais traços são repórteres e jornalistas que, não à toa, acabam por procurar a ajuda de fonoaudiólogos e profissionais da área para, mesmo que de maneira discreta, minimizar traços marcantes inerentes a sua origem.

A partir desse prisma, "Falar inglês como um nativo" busca fazer uso do idioma de uma maneira natural, fluída... a fluidez que as pessoas têm - ou idealmente deveriam ter - ao se expressarem em uma língua que é a sua própria, dominando seu ritmo, conhecendo suas "armadilhas", atalhos, expressões cotidianas; uma maneira que nada tem a ver com imitar o discurso de um nativo.

Entretanto, vale uma ressalva importante: não se preocupar em deixar transparecer o sotaque e as características próprias da sua língua quando comunicando-se através de outra, não significa, de maneira alguma, negligenciar a pronúncia da última. Uma pronúncia incorreta pode (e normalmente o faz) comprometer completamente a boa comunicação!

DO SPEAK ENGLISH LIKE A NATIVE. CLAIM THE LANGUAGE AS YOURS!






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